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Fumo em Condomínios: Como Equilibrar o Direito dos Fumantes e o Bem-Estar Coletivo

  • Foto do escritor: Embracon Condomínios
    Embracon Condomínios
  • 6 de mar. de 2025
  • 3 min de leitura

Fumo em Condomínios

A convivência harmoniosa dentro de um condomínio exige regras claras sobre diversos aspectos do dia a dia, incluindo o uso de produtos fumígenos. A fumaça do cigarro pode gerar incômodo e impactos à saúde dos moradores, além de ser um tema regulado por legislação federal, estadual e municipal. Neste artigo, exploramos as principais normas relativas ao fumo nos condomínios e como os síndicos e condôminos podem lidar com esse tema.


1. Contexto Legal


A legislação brasileira proíbe o uso de produtos fumígenos em determinados espaços coletivos, garantindo a proteção da saúde pública.


  • Legislação Federal: A Lei nº 9.294/1996, conhecida como Lei Antifumo, proíbe o uso de cigarros, charutos e similares em recintos coletivos fechados, sejam eles públicos ou privados. Posteriormente, a Lei nº 12.546/2011 reforçou essa proibição, estabelecendo normas mais rígidas para ambientes coletivos fechados.

  • Legislação Estadual e Municipal: No município de Florianópolis, a Lei Municipal nº 8.042/2009 e o Decreto Municipal nº 7.932/2010 complementam as normas federais, reforçando a proteção à saúde e ao bem-estar da população.

  • Decisões Judiciais: Nos últimos anos, a Justiça tem reafirmado a aplicação dessas leis, garantindo que os condomínios possam criar e fazer cumprir regras contra o fumo em áreas de uso comum.



2. Áreas de Proibição e Permissão


A definição de onde é permitido ou proibido fumar dentro do condomínio deve seguir a legislação vigente e as normas estabelecidas pela convenção condominial e pelo regimento interno.


Áreas de Proibição


  • Corredores, elevadores, escadas, garagens fechadas, salão de festas e demais áreas de lazer internas.

  • Motivo: São espaços fechados e de uso coletivo, onde a exposição passiva à fumaça do cigarro pode prejudicar a saúde dos demais condôminos.


Áreas de Permissão


  • Espaços ao ar livre, como jardins e áreas abertas designadas pelo condomínio, desde que a fumaça não incomode outros moradores.

  • Motivo: Um ponto de equilíbrio entre o direito dos fumantes e o bem-estar dos demais condôminos.



3. Direitos e Deveres dos Condôminos


Direitos dos Não Fumantes


  • Direito a um ambiente livre de fumaça e odores prejudiciais.

  • Proteção à saúde e ao bem-estar, conforme preconiza a legislação antifumo.


Deveres dos Fumantes


  • Utilizar apenas as áreas permitidas para fumar.

  • Garantir que a fumaça e o odor do cigarro não afetem as áreas comuns e os outros condôminos.



4. Penalidades e Sanções


Para garantir o cumprimento das normas, o condomínio pode estabelecer penalidades para infrações relacionadas ao uso do fumo em locais proibidos.


Advertências


  • Primeira infração: Advertência verbal ou escrita.


Multas


  • Em caso de reincidência, aplica-se uma multa equivalente a [inserir valor] vezes a taxa condominial.


Medidas Corretivas


  • Mediação entre as partes envolvidas.

  • Participação em programas de conscientização sobre os impactos do fumo passivo.



5. Procedimentos de Fiscalização e Denúncia


A administração do condomínio deve estabelecer mecanismos eficazes para fiscalização e registro de infrações.


Fiscalização


  • Monitoramento por câmeras de segurança, quando disponíveis.

  • Registro de ocorrências com base em testemunhos.


Canal de Denúncia


  • Os condôminos podem relatar infrações de forma confidencial através de um canal específico (e-mail, aplicativo do condomínio, livro de ocorrências).

  • Garantia de tratamento justo e equitativo para todas as denúncias.



6. Consenso e Aprovação


Para que as regras sobre o uso do fumo sejam amplamente aceitas e eficazes, é importante que a administração condominial promova a participação ativa dos moradores na definição dessas normas.


Participação Comunitária


  • Realização de assembleias para discutir as normas e esclarecer dúvidas.

  • Incentivo à conscientização sobre os impactos do fumo passivo.



Conclusão


A regulamentação do uso do fumo em condomínios é fundamental para garantir a convivência harmoniosa entre fumantes e não fumantes. Seguir a legislação vigente, estabelecer normas claras e promover o diálogo entre os condôminos são medidas essenciais para um ambiente mais saudável e respeitoso.


Se seu condomínio ainda não possui regras definidas sobre o tema, entre em contato com a administração da Embracon para orientação especializada.






 
 
 

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